• Redação com Folha Max

Golpista aborda pacientes em hospitais; dá "remédios" e rouba em MT


Francisco Francioni, de 67 anos, passou 20 anos preso por sequestro e assalto a bancos. A pena somava 120 anos de prisão. Ele conseguiu fugir para continuar a vida de criminoso explorando a boa-fé de doentes. 

Em hospitais de tratamento de câncer, ele abordava pacientes na fila de espera e oferecia um remédio natural que curaria a doença. Ele levava a vítima para fora do hospital para continuar a conversa. 

O doente aceitava o remédio e logo desmaiava. Era quando Francisco aproveitava para roubar dinheiro e celular. 

Uma das vítima ele fez em Cuiabá. Trata-se de Ênio Rodrigues Correia. Após ingerir o “boa noite cinderela”, o criminoso roubou o celular, dinheiro e carteira da vítima, que tinha o cartão de banco. O prejuízo estimado foi de R$ 7 mil.

Além do prejuízo financeiro, Ênio ficou por 8 dias na UTI. “Os médicos me acharam já quase sem pulso. Ainda bem que me socorreram urgente, senão já tinha ido”, relatou.

Uma outra vítima em Cuiabá foi o servente de pedreiro Wanderley Missau. Ele foi abordado num hospital onde faria o exame de próstata. Após dopar a vítima, ele a levou a um shopping.

Quando a vítima desmaiou, o golpista esperou o socorrista do shopping chegar. Em seguida, fugiu com a carteira da vítima.

O caso acabou de forma trágica. Wanderley morreu três dias depois. 

Em Rondonópolis, o golpista fez um senhor de 54 anos a tomar um remédio a base de ervas. O produto seria para diminuir as dores que a vítima vinha tendo. 

Após dopar o idoso, Francisco Francioni toma a carteira dele com cerca de R$ 350. Já a vítima, desmaiou e ficou no chão. 

A vítima ficou 3 dias desacordada. “Ele pensou que iria pegar minha aposentadoria, mas eu não estava com ela”.

Segundo a polícia, pelo menos três vítimas do golpe morreram. Há 11 dias, Francisco foi preso em Goiás, usando nome falso.


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