• Sérgio Luiz Potrich

Casa Caindo: Advogado Primo de Taques"legaliza" propina e exige ressarcimento de delator


Em conversa e telefonemas no WhtasApp, o advogado Pedro Jorge Zamar Taques cobrou quase R$ 80 mil do empresário José Henrique Gonçalves Neto no dia 16 de abril deste ano. A cobrança foi feita praticamente dois meses após a deflagração da primeira fase da Operação Bereré. 

Conforme do diálogo, o valor seria utilizado para ressarcir o pagamento de impostos e até mesmo uma passagem aérea. Em uma conversa telefônica, Pedro Jorge e José Henrique conversam sobre diversos assuntos relativos ao esquema no Detran-MT, investigado na “Operação Bereré”. Em um ponto da conversa, o advogado abordou a questão do pagamento de impostos feita, de acordo com o Ministério Público, para legalizar o dinheiro recebido supostamente como propina pelo escritório de advocacia que ele possui, em sociedade com seu irmão, o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques. “Com relação àqueles impostos né, o que acontece, eu me vi obrigado a recolher todos esses impostos em função do que aconteceu. Entendeu?”, afirmou. “É a primeira coisa que eles perguntam, se estes valores foram declarados”, apontou ele, justificando os motivos pelo qual teve que pagar os tributos. O delator ainda apresentou uma conversa entre Pedro Jorge Zamar Taques e uma funcionária sua. Nela, o advogado detalha os pagamentos feitos após a deflagração da 1ª fase da operação para evitar que o esquema da atual gestão fosse descoberto. O irmão do ex-secretário da Casa Civil apontou que pagou um montante de R$ 70,2 mil em relação ao Imposto de Renda, além de R$ 7,5 mil de ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza). Além disso, ele cobrou ainda o ressarcimento de uma passagem aérea, no valor de R$ 2,2 mil. O montante total ficou em R$ 79,9 mil. O diálogo foi obtido pelos investigadores do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) da Operação Bereré, após o depoimento do empresário José Henrique Ferreira Gonçalves, e seu filho, José Henrique Gonçalves Neto, que fizeram acordo de colaboração premiada. A Operação Bereré investiga fraudes no Detran, que teriam causado um rombo de mais de R$ 30 milhões aos cofres públicos. Além de Pedro Jorge Zamar Taques, também estão presos há 15 dias no Centro de Custódia de Cuiabá o ex-chefe da Casa Civil, Paulo César Zamar Taques, e irmão de Pedro Jorge Zamar Taques, ambos primos do governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), além dos empresários Roque Anildo Reinheimer, Claudemir Pereira dos Santos, vulgo ‘Grilo’, o deputado estadual Mauro Savi (DEM) e o ex-executivo da EIG Mercados, José Kobori. 

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