• Sérgio Luiz Potrich

Exame clínico não indica embriaguez de médica que atropelou verdureiro em Cuiabá


O laudo de um exame clínico de um médico da Politec realizado na médica Letícia Bortolini na noite de sábado apontou que não havia sinal de embriaguez dela. O exame, porém, foi realizado 4 horas após a prisão dela.

Letícia dirigia o veículo Jeep Compass que atropelou e matou o vendedor de verduras Francisco Lúcio Maia na avenida Miguel Sutil, em Cuiabá. Após o acidente, ela fugiu e foi detida em sua casa após ser seguida por uma testemunha do acidente. Conforme o delegado da Delegacia de Delitos de Trânsito (Deletran), Christian Cabral, o fato do exame ter sido realizado 4 horas após o acidente pode influenciar no resultado final. Até o momento, ninguém ligado a médica negou que ela tenha consumido bebida alcoólica. Em depoimento a delegacia, o esposo de Leticia, o urologista Aritony Alencar, disse que não teria visto se a médica consumiu ou não bebida. Ele também relatou que dormiu no trajeto da festa a casa onde mora no Jardim Itália e não viu o acidente. O delegado Christian Cabral agora investiga se a médica estava sob o efeito de álcool no momento em que dirigia. Isso porque, no boletim de ocorrência atestado pela Polícia Militar, Leticia aparentava estar embriagada. No entanto, a médica se negou fazer o teste etilômetro e também se negou a fazer o teste de sangue. “A médica fez um exame clinico, mas se negou a fazer o exame de sangue. Mas, pelo Código de Trânsito, a embriaguez pode ser confirmada por vários meios de prova, uma delas é a testemunhal. Elas ainda teve o direito de contestar essa prova e foi encaminhada ao IML. Fez o exame clínico, e constatou que não havia sinal de embriaguez”, conta delegado. Com o isso, o delegado deve buscar testemunhas que estava na mesma festa que a médica para atestar se ela consumiu bebida ou não. 

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