• Sérgio Luiz Potrich

Estado prevê faturar R$ 188 mi com concessão do "Shopping do Servidor"


Em meio a crise nas contas públicas que assombra a gestão do governador Pedro Taques (PSDB), o Poder Executivo espera faturar mais de R$ 188 milhões ao longo de 30 anos na concessão de um terreno na região do Centro Político Administrativo, em Cuiabá, de mais de 31.584,4453 mil metros quadrados para a construção de um projeto arquitetônico que deverá abrigar a Escola de Governo Marechal Rondon, o Centro de Atendimento ao Servidor, e estabelecimentos comerciais, como supermercados, lotéricas, restaurantes, livrarias, lojas de cama mesa e banho, dentre outros. O projeto consta no edital 001/2018 da Secretaria de Gestão, que estabelece as diretrizes da concessão. 

A licitação está prevista para ocorrer no auditório da secretaria de Estado de Gestão (Seges-MT), em Cuiabá, no dia 10 de abril de 2018 as 13h30 (horário local). Batizada de “Alameda Paiaguás”, o empreendimento segue o conceito de street mall – um tipo de shopping center de menor porte e com custos reduzidos. O investimento necessário por parte da iniciativa privada para tirar o projeto do papel, que já foi estimado pelo Governo do Estado e está presente no edital, é de R$ 41.595.245,00 milhões nos primeiros doze meses de concessão. Para tentar vender seu peixe, o Governo do Estado apresenta no edital, inclusive, estudos sobre a demanda por consumo de bens e serviços de futuros comerciantes que desejarem se instalar na “Alameda Paiaguás”. De acordo com informações do documento, o projeto tem aprovação de 89% dos servidores e relata que a demanda por supermercados, bancos, farmácias, padarias e lojas de vestuário para adultos é alta. A empresa ou consórcio interessado na iniciativa deverá dar garantia de 1% do valor contrato, o equivalente a R$ 1.885.759,00 milhão. Além da garantia, as organizações privadas que se interessarem pelo negócio deverão repassar ao Governo do Estado R$ 1.277.507,00 milhão “a título de ressarcimento pelo pagamento dos estudos técnicos, econômico-financeiros e jurídicos contratados para o desenvolvimento do presente”. Segundo o Governo do Estado, o público previsto para consumir os bens e serviços é constituído de servidores, que entre salários e benefícios movimentam em torno de R$ 87,2 milhões por mês. “A pesquisa quantitativa realizada identificou um público de aproximadamente dez mil servidores, cuja renda per capita média é pouco superior a oito mil reais, representando um volume bruto de recursos decorrentes de pagamentos de salários e benefícios diretos na ordem de R$ 87,2 milhões de Reais por mês”, diz trecho do edital. Ainda de acordo com o edital a área bruta locável para comerciantes é de 5.898,00 m². O espaço terá estacionamento pago para 476 vagas e devera conter área construída mínima de 14.467,80 m². Em julho de 2017 o Governo de Mato Grosso já havia anunciado a iniciativa prevendo que as obras teriam inicio ainda no ano passado – o que não ocorreu. 

#MT

16 visualizações
Quem Somos | Redação | Contato
  • Zero Hora Notícias

© 2017 por CaradaWeb.com | Todos direitos reservados.