• Sérgio Luiz Potrich

Versão de programa da gestão Emanuel Pinheiro quebra paradigma de que futebol é só para homens


O programa Bom de Bola, Bom de Escola, reativado na gestão do prefeito Emanuel Pinheiro, tem contribuído para quebrar o paradigma social de que futebol é um esporte especialmente voltado para os homens, conforme a reformulação voltada ao atendimento universal, mais humanizado e inclusivo.

O incentivo e oportunidade foram um dos pontos destacados pelo embaixador do programa, Júlio Cesar, ex-jogador da seleção brasileira da Copa de 86, durante as ações de sensibilização, realizadas durante toda a semana passada, em três novas unidades educacionais que irão receber o projeto neste início de ano letivo.

O ex-jogador destacou, durante as palestras de iniciação ao programa, importantes nomes do futebol feminino brasileiro, a serem seguidos, como exemplo de superação e sucesso na vida profissional e pessoal, aspectos constantes nas diretrizes de desenvolvimento do Bom de Bola, Bom de Escola.

“Hoje o grande jogador de futebol, ou a grande jogadora de futebol como a Marta, a 'Formiga' e a Cristiane são conhecidas mundialmente através do futebol feminino”, ressaltou Júlio César a mais de mil alunos das Escolas Municipais de Educação Básica (Emeb) Ana Tereza Arcos Krause, Senador Darcy Ribeiro e Francisco Pedroso da Silva.

De acordo com a diretora da unidade Francisco Pedroso da Silva, Joana Gardez, as alunas vão se sentir mais confiantes em desempenhar os trabalhos esportivos, principalmente porque no bairro São Francisco, região onde se localiza a escola, existem competições de futebol feminino.

“As mulheres vem dando show de bola e o programa é um grande incentivo. Elas [alunas] aqui gostam muito até porque tem campeonato no bairro . Então, esporte é saúde e o programa ajudará como um extra fora da sala de aula”, disse Joana.

Para a primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, embaixadora do Bom de Bola, Bom de Escola, o Poder Público carece de políticas públicas voltadas à inclusão feminina, principalmente em situações onde a figura masculina é predominante.

“Precisamos fazer com que, assim como o racismo, o sexismo seja debatido e, melhor, combatido. Levar essa conscientização para dentro da sala de aula, além da teoria, na prática como o projeto Bom de Bola, Bom de Escola, é fundamental para vencer todos os preconceitos que ainda fazem parte dos esportes e da nossa sociedade”, elencou Márcia.

Expansão

As três unidades educacionais do município são as primeiras, em 2018, a fazerem parte do novo grupo de escolas que receberão o programa neste ano letivo. Em 2017, quase 400 alunos de 12 escolas, entre municipais e estaduais, foram contempladas com o projeto piloto da nova formatação do programa.

Além do futebol, o programa conta com a formação de equipes masculinas, femininas e portadores de deficiência nas modalidades de futsal, atletismo, tênis de mesa e também xadrez.

As novas escolas também receberam a sensibilização quanto ao projeto Mais Esporte na Escola que visa difundir o Rugby, esporte coletivo originário da Inglaterra, como nova opção e assim oferecer outras ferramentas concomitantes ao processo pedagógico para combater a evasão escolar, mas, principalmente, preparando o aluno de uma melhor forma para a entrada no ensino médio.


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