• Redação com Folha Max

Advogado cita clamor popular por Arcanjo e avisa que devedores serão cobrados "com educação&quo


Após cumprir 15 anos de prisão em regime fechado, o empresário e ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, 67 anos, será posto em liberdade na tarde desta segunda-feira (26). Arcanjo participa no início da tarde de uma audiência admonitória na qual tomará conhecimento das medidas cautelares que terá de cumprir a partir de agora, como o uso de tornozeleira eletrônica.

O advogado de João Arcanjo Ribeiro, Zaid Arbid, ao chegar ao Fórum, comentou sobre o futuro do ex-bicheiro, que já foi apontado como o chefe do crime organizado em Mato Grosso. Arcanjo possui mais de 87 anos de condenação por conta de assassinatos que teria ordenado, como o do jornalista Sávio Brandão, ocorrido em 2002.

Segundo Zaid, o ex-comendador não teme pela vida, pois tem o apoio da população cuiabana. “Ele não tem o que temer. Se você sair pelas ruas, com raras exceções, 90% da população de Cuiabá quer João Arcanjo Ribeiro nas ruas. Então, não vejo esse risco para ele”, acredita.

Já em relação a possibilidade do cliente retomar o poderio que tinha ná época em que foi preso, principalmente com relação ao jogo do bicho, o advogado disse que é um poder abstrato. Zaid destacou que João Arcanjo Ribeiro fomentava o comércio e a indústria. “João Arcanjo Ribeiro era um homem de aplicações financeiras e não era um homem de aplicações ilícitas. Ele tinha o jogo do bicho, mas era uma prática consentida pela sociedade, pela própria autoridade. Então, ter uma banca de jogo do bicho não condenava ninguém porque era uma prática consentida”, relata.

Sobre a possibilidade de seu cliente cobrar dívidas contraídas por clientes na época em que foi preso, o advogado Zaid disse que é um direito de João Arcanjo receber o que lhe devem. Todavia, disse que ocorrerão dentro dos meios legais. “Nenhum de nós perdoaria aquilo que tem por receber. Receber é um direito de todos. Agora, ele não vai ser obrigado a sair da prisão e perdoar as dívidas de que ele tem direito a receber. As pessoas tem o direito de pagar voluntariamente”, garante.

O advogado rebateu o questionamento de que João Arcanjo seja acusado de ser o mandante de assassinatos, inclusive um em Várzea Grande. “Eu acompanho os processos de João Arcanjo Ribeiro e não vejo nenhuma prova contundente e material que informe João Arcanjo Ribeiro como mandante de nenhum homicídio desses. Nas ações em que ele é acusado, nenhuma transitou em julgado, o tempo se encarregará de esclarecer os fatos”, disse.

Para finalizar, o advogado informou que seu cliente, após 15 anos preso, não tem interesse mais em nenhuma prática ilícita. “Eu não posso falar por ele, mas nesses 14 anos de convivência com João Arcanjo Ribeiro, posso afirmar que ele é um homem que quer passar longe de qualquer ato ilícito. Isso vocês podem ter certeza, então eu acredito que ele não deve retomar o jogo como atividade”, conclui.

A concessão do regime semiaberto a João Arcanjo Ribeiro ocorreu no último dia 19 de fevereiro pelo juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da 2ª Vara de Execuções Penais. Ele colocou que o ex-bicheiro, preso desde 2003, já cumpriu tempo de prisão suficiente para obter a progressão de regime.

O magistrado determinou que o "ex-comendador" passe por audiência admonitória nesta segunda-feira como último passou para ser colocado no regime semiaberto. Com isso, Arcanjo deixará o Fórum de Cuiabá rumo a sua residência no bairro Boa Esperança, em Cuiabá.


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