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Taques adota tom amistoso para rebater críticas feitas pelos "aliados" Julio e Jayme


O governador Pedro Taques (PSDB) tem adota o tom apaziguador quando é criticado por aliados. Desta vez, recebe com “tranqulidade” as críticas dos irmãos Jayme e Julio Campos (ambos do DEM). “Foram governadores do Estado, têm que criticar mesmo e eu tenho que aceitar as críticas”, ameniza o tucano ao ser questionado pela imprensa.

Os aliados de primeira hora do governador foram pontuais diante da crise econômica do Estado, e elencaram os principais erros cometidos pela administração tucana: abrir mão de uma reforma administrativa mais profunda e a projeção orçamentária realizada em 2015 e 2016, que "inchou" os duodécimos dos Poderes.

Com todos que o criticam, Taques tem evitado o confronto com vista à eleição deste ano. O governador deve concorrer à reeleição, mas analisa voltar a disputar o Senado, com a possível desistência do ministro da Agricultura Blairo Maggi (Progressistas) em concorrer à reeleição.

O último a tecer críticas ao governo foi o ex-prefeito da Capital Mauro Mendes, aliado desde a época do surgimento da coligação Mato Grosso Muito Mais, em 2010. Mauro, em entrevista à Rádio Vila Real, disse que quem culpa a crise em três anos de gestão é porque não fez o dever de casa.

Em resposta, Taques considerou que é direito de quem vive na democracia por isso as críticas precisam ser respeitadas. “Com total tranquilidade recebo as críticas”, apazigua o chefe do Executivo estadual acrescentando que discute sobre política apenas após a Semana Santa, em abril.

Com a possível filiação de Mauro ao DEM, o trio democrata tem adotado tom crítico à gestão tucana e aguardando se Taques irá se viabilizar à reeleição. Enquanto isso, trabalham para lançar ao governo ou Senado Jayme, Mauro ou o deputado federal Adilton Sachetti (sem partido), que também deve ingressar na sigla e vem se articulando para uma das vagas. Mauro e Sachetti também avaliam a opção pelo Progressistas.

“Foram governadores do Estado, têm que criticar mesmo e eu tenho que aceitar as críticas”

Críticas

Julio afirmou que o momento de crise foi agravado pela própria equipe econômica na elaboração das previsões orçamentárias de 2015 e 2016. Segundo ele, as receitas foram aquém do previsto enquanto as despesas aumentaram. Jayme, por sua vez, alegou falta de uma grande reforma administrativa.

Acerca da reforma, Taques aponta que a máquina pública é um grande design vivo e por isso não descarta a quarta e última reforma em seu governo. A primeira aconteceu quatro meses após a posse, em maio de 2015. Entre as mudanças foram extintos 1,1 mil cargos comissionados de 3,7 mil contratos temporários, fusões de pastas e criação de outras com novas nomenclaturas. As demais foram tímidas, com readequações de secretarias.


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